quarta-feira, 24 de março de 2010

Era uma vez...


Era uma vez uma menina que vivia sozinha com os pais numa quinta. A sua brincadeira preferida? Ver o nascer do sol. As pessoas das quintas vizinhas chamavam-na pequenina, e ela subia a um barroco e fazia uma sombra enorme e dizia: VEDES, EU TAMBÉM SOU GRANDE..."

domingo, 14 de março de 2010

Foto do dia


Ele há coisas.... bem já um cachorro adormeceu no meu peito. Até ressonava!!!...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O MEU ACORDAR
Todos temos de acordar, é vontade da vida, é um processo de caminhar. Custa olhar para as pessoas e vê-las tão tristes, magoadas, em luto, na dor. Há muita gente "anestesiada", em "coma", que deixa que o sofrimento a mate. Estão paradas, a olhar para trás, deixaram de viver...
Para acordarmos é preciso Luz e cada um a descobrirá de forma diferente. Pode ser por uma conversa, um livro, texto, um filme, uma m~usica ou até publicidade, algo simples.
Depois de acordarmos acontecem coisas lindíssimas:
- a alma eleva-se, parece que quer sair do corpo;
- reaprendemos a gostar da vida. Amamos a natureza e as pessoas;
- passamos a sentir-nos parte de tudo. Tudo é comunhão, tudo é Tudo, tudo é UM. Respiramos com a natureza;
- apesar de passarmos como "invisíveis", as crianças dão conta de nós e sorriem-nos;
- relativizamos banalidades e entregamo-nos ao essencial - a dedicação e amor aos outros;
- temos um novo brilho nos olhos e a pele fica mais clara, mais reluzente;
- apetece estar sempre a abraçar as pessoas, a dar-lhe carinho a entregarmo-nos a elas com a alma e o coração, de braços sempre abertos;
- ganhamos novo humor, estamos sempre a rir e a brincar, ou sorrindo em silêncio com autenticidade;
- voltamos a sentir-nos inocentes, como crianças. Uma inocência que não é ausência de sabedoria e compreensão, mas uma inocência pura e especial, que por saber mantém o silêncio. Uma inocência que sorri porque sabe e porque conhece o mal rejeita-o e deleita-se com o bem;
- sentimo-nos cheios, preenchidos, habitados de Luz que nos fez sentir com PARTE DE DEUS e não ÀPARTE de Deus. Essa Luz é uma estrela divina;
- estamos vigilantes, sentimo-nos "acordados"; temos a sensação que vai acontecer algo ou algo está a chegar;
- a vida, as pessoas, a natureza parece que conspiram a nosso favor; muita gente nos procura, a natureza "fala" connosco, a vida fala-nos por pequenas coisas que têm a haver connosco ou com o que estamos a viver;
- apetece-nos amar toda a gente e o abraço é manifestação e prolongamento do coração; o abraço é expressão asal que voa para aconchegar e proteger o outro como se ele fosse bebé; nestas asas ele sente-se seguro e quente;
- parece que já nem somos humanos, sentimo-nos anjos;
- sentimos saudades do céu;
- é uma experiência de céu;
- é Deus a dar-nos mais uma oportunidade de seguirmos um novo caminho, uma nova direcção; dá-nos coragem para agir;
- para o amor estar completo, só falta unir amor humano e divino;
- aparece-te então uma nova criatura, humana e divina, que fundida é um "berean", um "bluan" - isto só o digo em segredo e ao ouvido...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

À noite tudo pára

É noite, não consigo dormir apesar de ouvir uma música de embalar. É um bom momento para "parar". Estou a pensar no que faço, digo, projecto. É giro o que faço. É como se fosse um voluntariado constante: pegar ao colo com o coração, mimar uma mão e uma face com toda a ternura que tenho, sorrir pondo a alma ao relento. Isto faz-me pensar em mim, e na humanidade... aí fora... em vós , especialmente os amigos e o quanto vos amo e não digo, o quanto vos recordo e não sei como... continuar. Encheste-me de amor e alegria e agora levo-as a pessoas tristes e sós. Tem sentido não tem? Nem que para isso tenha de me esquecer de mim...
Eu sou parte das pessoas que conheci e me quiseram bem, tenho saudades dos abraços intensos, da ansiosa espera semanal, daqueles que me ajudaram a lutar quando queria desistir.
Uma homenagem ao Grupo de jovens "Arco-Iris" e "Os Apóstolos", dois dos meus bebés que já cresceram. Estou agora a tomar conta de outros bebés: os doentes. Estou sempre à vossa espera no meu coração. Boa noite com uma lágrima... invisível...
Carpe diem

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

sábado, 26 de setembro de 2009

SUICÍDIO???

Era uma vez um menino muito bonito, de olhos verdes, cabelos castanhos, sorriso encantador, todo ele irradiava luz e Paz. Mas, como todos os meninos tinha os seus medos. Junto de sua casa havia um poço, já seco e o seu pai ameaçava-o que se ele se porta-se mal ou não fizesse o que ele pedia metia-o no escuro pavoroso do poço.
Um dia o menino, morto por dentro de ameaças e afogado em desespero, fugiu no seu cavalo...
mas o pai, qual monstro, encontrou-o e fê-lo regressar a casa. Junto ao poço ameaçou-o, disse que iria tirar-lhe o seu cavalo de estimação e mal-tratar a sua princesa. O pai, qual monstro altivo, a salivar de raiva, aproximou-se do menino chantangeando-o dizendo que lhe tirava tudo... o menino retrocedendo para trás... caiu no poço... e morreu...
Como era muito conhecido na aldeia, as pessoas sabiam que lá em casa o pai lhe berrava muito e tratava mal; quiseram investigar e acusaram o pai ao Ministério Público como causador da morte do menino: veredicto do tribunal: SUICÍDIO... É DE RIR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ao Zé, mon petit-prince

sábado, 19 de setembro de 2009

Construir uma casa - to build a home

Há uma casa construída nas pedras
Com chão de madeira, paredes e janelas
Mesas e cadeiras vestidas todas de poeira
Esse é um lugar em que eu não me sinto só
Esse é um lugar onde eu me sinto em casa

Porque eu construí uma casa
P’ra ti
P’ra mim
Até ela desaparecer
De mim
De ti
E agora, é hora de ir e deixar ao pó...

Lá fora nos jardins onde plantámos as sementes
Há uma árvore tão velha quanto eu
Galhos foram invadidos pelo do verde
A erva cresceu e já passou dos joelhos

Pelas rachaduras do tronco, eu subi ao topo
Escalei a árvore para ver o mundo
Quando os ventos vieram e me derrubaram
Eu segurei-me tão firme como quando tu te seguraste a mim

Porque eu construí uma casa
P’ra ti
P’ra mim
Até ela desaparecer
De mim
De ti
E agora, é hora de ir e deixar ao pó...